terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

DOMA RACIONAL







Há muito tempo usa-se a truculência para a doma de animais. Características de crueldade ainda são empregadas em várias partes do país. Amarra-se um animal chucro em um tronco, vendam-se os olhos, amarram-se cordas em torno da região da cernelha e cilhadouro. O peão monta no lombo do animal e o solta. O cavalo começa a pular, se debater, rodopiar no ar, tentando derrubar aquele corpo estranho de cima de si e o faz até ficar exaurido. 
Isso pode criar vários traumas no animal e para ele esteja domado e pronto para o trabalho pode demorar vários meses.
Pensando nisto muitos domadores começaram a pesquisar e criar várias técnica de domas racionais, que funcionam como interação do domador e cavalo, levando em conta um respeito mútuo entre homem e animal, que a partir desse momento passa a interpretar o que seu domador pede.
Hoje o mercado busca animais mais fáceis de lida, ou seja, sem traumas que o empeçam de ir para o trabalho, assim entra em cena o domador consciente ou o encantador de cavalos.
Uma das novas técnicas é o uso gradual de utensílios de doma que começam com o bridão de borracha mudando gradualmente ate chegar aos de metais. Colocam-se sacos de feno nas costas do animal para ele se acostumar com a presença de um corpo estranho no lombo e depois o troca por um de areia. Depois do animal mais calmo, isso demora alguns dias, o peão tenta montar e quando consegue vai deixando o animal acostumar com sua presença e mostrando que ele agora será comandado por uma rédea. Para o animal acostumar com a lida de campo usa-se uma égua madrinheira (uma égua já acostumada na lida de campo) que vai ajudar direcionar o animal, indo sempre à frente. Essa técnica é menos agressiva mas demora alguns meses para que o animal esteja pronto para lida. Geralmente isso é feito dentro de um redondel, um curral redondo, sem arestas aparentes que possam machucar o animal. O animal é amarrado em uma corda e fica dando voltas no curral, assim ele se acostuma com seu domador enquanto se aplicam as técnicas acima descritas.
Outra técnica criada por um brasileiro instrutor do SENAR- MG (serviço nacional de aprendizagem rural), Marco Aurélio, chamada de Doma por Flexionamento, usa técnicas conhecidas com adaptações. Essa técnica basicamente trabalha com conhecimento básico de anatomia e morfologia eqüina. Nessa nova técnica o peão esta em cima do animal, fazendo andar, em torno de 20 minutos.
Essa técnica consiste basicamente em fazer com que o cavalo se alongue, deixando menos tenso para a pratica da doma. O domador vai ganhando a confiança do animal aos pouco, vai interagindo ganhando a confiança, se debruça sobre o animal, tira as “cócegas” que o animal tem na região da barriga e virilha passando a mão ou uma corda, até que consegue passar para cima do animal, primeiramente deitado sobre seu lombo para que não se assuste com o corpo estranho em seu dorso, depois aos pouco, sempre fazendo carinho, se senta e começa a manejar o animal. Essa prática é rápida, mas tem que se fazer sempre com para que ele esteja sempre dócil. 

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